Terapia de Casal em São Paulo e Online
O problema nem sempre é sobre o que vocês discutem.
Às vezes, é sobre o que acontece entre vocês quando tentam resolver.
Talvez vocês discutam sobre dinheiro, filhos, sexo, trabalho, família, ciúme, celular ou decisões sobre o futuro.
Os assuntos mudam.
Mas algumas discussões parecem terminar sempre no mesmo lugar.
Um tenta conversar e o outro se fecha.
Um cobra porque não se sente ouvido. O outro se afasta porque se sente pressionado.
Quanto mais um insiste, mais o outro evita. Quanto mais o outro evita, maior se torna a necessidade de insistir.
Vocês podem até reconhecer esse padrão.
E, ainda assim, não conseguir sair dele.
A terapia de casal pode começar justamente pela compreensão do que está acontecendo entre vocês.
Quando conversar já não parece resolver
Nem todo casal que procura terapia deixou de conversar.
Alguns conversam muito.
Explicam, argumentam, reclamam, prometem mudar e retomam assuntos que pareciam encerrados.
O problema é que determinadas conversas deixam de produzir compreensão.
Uma pessoa fala tentando ser ouvida e a outra escuta uma acusação.
Uma tenta explicar o que sente e a outra entende como cobrança.
Uma se defende. A outra percebe a defesa como falta de interesse.
Depois, pode vir o silêncio.
Ou uma trégua.
Até que o mesmo conflito reapareça.
Às vezes, vocês não precisam conversar mais.
Precisam conseguir conversar de outra maneira.
Terapia de casal não é um lugar para descobrir quem está certo
Quando uma relação está desgastada, cada pessoa costuma ter razões para explicar por que reage como reage.
E pode enxergar com muito mais clareza aquilo que o outro faz do que a própria participação na dinâmica.
Isso não significa que tudo seja equivalente.
Também não significa dividir automaticamente qualquer responsabilidade pela metade.
Existem comportamentos e decisões cuja responsabilidade precisa ser reconhecida por quem os praticou.
Meu papel não é escolher um lado.
É compreender a experiência de cada pessoa e aquilo que acontece entre vocês.
O que cada um tenta comunicar e não consegue.
Como uma reação produz outra.
O que deixou de ser dito.
E o que passou a ser comunicado através de cobrança, silêncio, afastamento ou conflito.
O objetivo não é encontrar um culpado.
É tornar mais compreensível aquilo que acontece na relação.
Uma relação pode se desgastar de muitas maneiras
Nem sempre existe um acontecimento específico que explique o que mudou.
Às vezes, a distância cresce aos poucos. A rotina ocupa o espaço do encontro e as conversas passam a ser quase sempre sobre trabalho, filhos, compromissos e responsabilidades.
Em outros momentos, alguns assuntos começam a produzir conflitos recorrentes.
Dinheiro e decisões financeiras
Diferenças sobre gastos, prioridades, autonomia ou planejamento.
Filhos e responsabilidades
Divergências sobre educação, divisão de tarefas e o espaço que resta para o casal.
Famílias
Limites com pais, sogros, filhos de outros relacionamentos ou interferências externas.
Redes sociais, celular e WhatsApp
Tempo de tela, exposição da relação, mensagens, WhatsApp, curtidas, contatos, conversas privadas, privacidade, ciúme ou diferentes entendimentos sobre o que deveria ou não acontecer no ambiente digital.
Intimidade
Distância afetiva, diferenças de desejo, sensação de rejeição ou redução da proximidade.
Confiança
Mentiras, omissões, segredos, ciúme ou acontecimentos que colocaram em dúvida aquilo que parecia seguro na relação.
Projetos de vida
Diferenças sobre carreira, dinheiro, filhos, onde viver ou sobre o futuro que cada um imaginava construir.
Às vezes, porém, não existe mais uma grande discussão.
Existe silêncio.
Um ou ambos deixam de insistir, perguntar ou tentar resolver.
A ausência de conflito nem sempre significa que a relação está bem.
Às vezes, mostra o quanto duas pessoas já se afastaram.
Quando a confiança foi rompida
Uma traição, seja ela sexual, emocional ou envolvendo interações digitais, pode produzir uma ruptura importante na confiança.
O mesmo pode acontecer com outros segredos, mentiras ou acontecimentos que ultrapassaram os limites estabelecidos naquela relação.
Perguntas se multiplicam. O desejo de saber pode conviver com o medo das respostas.
Raiva, culpa, insegurança e necessidade de explicações passam a ocupar as conversas.
E os dois podem estar vivendo tempos emocionais muito diferentes.
Não existe uma única resposta para aquilo que acontece depois de uma quebra de confiança.
Para alguns casais, o trabalho poderá envolver a possibilidade de reconstruí-la.
Para outros, compreender o que aconteceu também fará parte da decisão sobre continuar ou não a relação.
A terapia não promete apagar aquilo que aconteceu.
O trabalho pode ajudar a compreender e elaborar o que aconteceu, em vez de mantê-lo apenas no lugar da acusação, do silêncio ou da tentativa de esquecer.
Quando a intimidade também se torna uma questão
Sexo nem sempre é apenas sobre sexo.
Diferenças de desejo, redução da frequência, sensação de rejeição ou dificuldade de aproximação podem adquirir significados diferentes para cada pessoa.
Para uma, sexo pode representar proximidade.
Para outra, a proximidade emocional pode ser necessária para que o desejo apareça.
Então começam algumas interpretações:
“Ele não me deseja.”
“Ela só se aproxima quando quer sexo.”
“Eu nunca sou suficiente.”
“Tudo vira cobrança.”
Aquilo que acontece na relação pode aparecer na intimidade. E as dificuldades na intimidade também podem aumentar a distância na relação.
Antes de procurar quem está com o problema, pode ser necessário compreender o que está acontecendo entre vocês.
O casal não entra sozinho na sala
Cada pessoa leva consigo uma história.
A maneira como alguém reage à crítica, ao silêncio, à rejeição, à proximidade ou ao medo de perder o outro não começou necessariamente naquela relação.
Existem experiências anteriores, expectativas, necessidades, medos e maneiras diferentes de compreender amor, confiança, compromisso, autonomia e intimidade.
Isso importa.
Mas terapia de casal também não é simplesmente fazer duas terapias individuais ao mesmo tempo.
Existe algo que precisa ser compreendido entre essas duas histórias.
A relação que vocês construíram juntos.
Como vocês se aproximam e se afastam.
Como pedem e recusam.
Como demonstram afeto.
Como entram em conflito.
Como tentam reparar aquilo que aconteceu.
Compreender cada pessoa importa. Compreender o que acontece entre elas também.
“Eu nem sei se ainda quero continuar.”
Nem todo casal procura terapia porque os dois têm certeza de que desejam permanecer juntos.
Talvez um queira tentar e o outro não saiba.
Talvez os dois queiram continuar, mas já não saibam como.
Pode existir amor e, ao mesmo tempo, ressentimento.
Pode existir história e, ao mesmo tempo, distância.
Pode existir vontade de reconstruir junto com o medo de que nada mude.
A terapia não precisa começar com a resposta sobre ficar ou separar.
Essa dúvida também pode fazer parte do trabalho.
Meu papel não é convencer duas pessoas a permanecerem juntas.
Também não é decidir quando deveriam se separar.
É criar um espaço clínico em que aquilo que está acontecendo possa ser compreendido com maior clareza, inclusive quando existem decisões difíceis a serem tomadas.
Quando existe medo, violência ou coerção
Nem todo conflito de casal é apenas uma dificuldade de comunicação.
Quando existem violência, ameaça, medo, coerção, controle ou situações em que uma das pessoas não se sente segura para falar livremente, é necessário avaliar cuidadosamente qual forma de atendimento é apropriada.
A segurança vem antes do trabalho sobre a relação.
Nessas situações, a terapia conjunta não deve ser uma indicação automática.
Pode ser necessário realizar avaliações individuais, estabelecer outros cuidados ou considerar encaminhamentos específicos.
Como eu trabalho com casais
Escutar os dois não significa apenas ouvir duas versões.
Significa também observar aquilo que acontece entre elas.
Meu trabalho não é funcionar como juiz, árbitro ou advogado de uma das partes.
Procuro compreender a experiência de cada pessoa e, ao mesmo tempo, a dinâmica construída entre o casal.
Faço perguntas, proponho reflexões e retomo padrões que aparecem na conversa.
Algumas questões exigirão compreender melhor a experiência individual. Outras precisarão ser trabalhadas diretamente na relação.
E determinados assuntos poderão exigir conversas que o casal vem evitando há bastante tempo.
Nem toda mudança começa pelo outro
É comum saber exatamente aquilo que o parceiro deveria fazer diferente.
“Se ele mudasse isso, nós ficaríamos bem.”
“Se ela parasse de fazer aquilo, eu não reagiria dessa maneira.”
Existem situações em que o comportamento do outro realmente precisa mudar e responsabilidades precisam ser reconhecidas.
Mas também existem padrões em que cada reação passa a alimentar a seguinte.
Reconhecer a própria participação não significa assumir a culpa por tudo.
Significa perceber onde ainda existe possibilidade de escolha e de responder de outra maneira.
Não existe uma maneira correta de ser casal.
Cada relação possui sua história, seus acordos, limites, necessidades e escolhas.
O trabalho não é fazer com que vocês correspondam a um modelo de relacionamento.
É compreender a relação que construíram, aquilo que deixou de funcionar e o que cada um consegue fazer a partir dessa compreensão.
Quem estará com vocês nessa conversa importa

Sidney Machado
Psicólogo e Neuropsicólogo | CRP 06/118803
Na terapia de casal, procuro compreender tanto a experiência de cada pessoa quanto a dinâmica construída entre elas.
Isso exige um espaço em que ambos possam falar, mas também possam observar a relação de uma perspectiva diferente daquela que costuma aparecer durante um conflito.
Minha atuação é participativa.
Faço perguntas, proponho reflexões e intervenho quando considero importante tornar mais visível aquilo que está acontecendo na interação.
Não parto da ideia de que exista uma forma de relacionamento à qual todos os casais deveriam se adaptar.
Também não considero que permanecer juntos seja, por si só, o indicador de sucesso de uma terapia.
Meu compromisso clínico é com a compreensão do que está acontecendo e com a possibilidade de que vocês consigam lidar com isso de maneira mais consciente.
Como começa?
O primeiro encontro não precisa resolver a relação.
Ele serve para começarmos a compreender por que vocês procuraram terapia neste momento.
Cada pessoa poderá apresentar como percebe a situação, aquilo que considera mais difícil e o que espera do processo.
É possível que vocês tenham compreensões bastante diferentes sobre o mesmo relacionamento.
Isso não é um problema para começar.
Pode, inclusive, nos ajudar a compreender a própria dinâmica do casal.
Vocês não precisam chegar concordando sobre qual é o problema.
Compreendê-lo melhor também faz parte do processo.
Atendimento em São Paulo e online
Terapia de casal presencialmente em São Paulo ou online.
As sessões têm duração de aproximadamente 1 hora.
A modalidade pode ser conversada no primeiro contato.
Talvez ainda exista uma dúvida antes de começar
Talvez a pergunta não seja apenas se vocês ainda se amam.
Talvez seja o que vocês conseguem fazer com a relação que existe hoje.
Alguns casais chegam querendo reconstruir.
Outros querem compreender.
Alguns ainda não sabem se desejam permanecer juntos.
Vocês não precisam chegar com essa resposta pronta.
Podemos começar compreendendo o que está acontecendo entre vocês.
Sidney Machado
Psicólogo e Neuropsicólogo | CRP 06/118803